Portugal na Ciência: O desafio de criar um ecossistema de inovação integrado

2026-07-15
Portugal na Ciência: O desafio de criar um ecossistema de inovação integrado

João Barros, presidente da AI², defende a integração do sistema científico português para superar a fragmentação atual e impulsionar a inovação nacional.

A necessidade de integração tecnológica

O atual panorama científico e tecnológico em Portugal caracteriza-se por uma elevada fragmentação, o que limita o potencial de crescimento do país. Segundo João Barros, presidente da AI², a transição para uma estrutura de ecossistema interligado é o principal desafio para a próxima década.

A fragmentação atual impede que as instituições, empresas e centros de investigação operem de forma coordenada. Esta desconexão resulta em redundâncias de esforços e numa utilização menos eficiente dos recursos disponíveis para o desenvolvimento científico nacional.

Estratégias para o próximo patamar

Para elevar Portugal ao nível de competitividade desejado, a estratégia deve focar-se na criação de pontes entre os diferentes agentes do setor. O objetivo é transformar o atual modelo disperso num ecossistema onde a informação e o conhecimento fluam sem barreiras entre a academia e a indústria.

Os pilares fundamentais para esta transformação incluem:

  • Sinergia Institucional: Maior colaboração entre universidades e centros de investigação.
  • Ligação à Indústria: Transferência efetiva de tecnologia para o setor produtivo.
  • Escalabilidade: Criação de infraestruturas que permitam o crescimento de soluções tecnológicas nacionais.
  • Interconectividade: Implementação de sistemas que permitam a partilha de dados e recursos.

Impacto no desenvolvimento nacional

A evolução de um sistema fragmentado para um modelo integrado tem implicações diretas na capacidade de retenção de talento e na atração de investimento estrangeiro. Ao fortalecer o ecossistema de inovação, Portugal poderá posicionar-se de forma mais robusta nas cadeias de valor globais da economia digital.

A transição proposta por Barros não foca apenas no aumento do volume de investimento financeiro, mas sim na qualidade da interação entre os intervenientes. A eficiência do sistema dependerá da capacidade de converter investigação de ponta em soluções económicas viáveis e sustentáveis.

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