Portugal na Ciência: O desafio de criar um ecossistema de inovação integrado

João Barros, presidente da AI², defende a integração do sistema científico português para superar a fragmentação atual e impulsionar a inovação nacional.
A necessidade de integração tecnológica
O atual panorama científico e tecnológico em Portugal caracteriza-se por uma elevada fragmentação, o que limita o potencial de crescimento do país. Segundo João Barros, presidente da AI², a transição para uma estrutura de ecossistema interligado é o principal desafio para a próxima década.
A fragmentação atual impede que as instituições, empresas e centros de investigação operem de forma coordenada. Esta desconexão resulta em redundâncias de esforços e numa utilização menos eficiente dos recursos disponíveis para o desenvolvimento científico nacional.
Estratégias para o próximo patamar
Para elevar Portugal ao nível de competitividade desejado, a estratégia deve focar-se na criação de pontes entre os diferentes agentes do setor. O objetivo é transformar o atual modelo disperso num ecossistema onde a informação e o conhecimento fluam sem barreiras entre a academia e a indústria.
Os pilares fundamentais para esta transformação incluem:
- Sinergia Institucional: Maior colaboração entre universidades e centros de investigação.
- Ligação à Indústria: Transferência efetiva de tecnologia para o setor produtivo.
- Escalabilidade: Criação de infraestruturas que permitam o crescimento de soluções tecnológicas nacionais.
- Interconectividade: Implementação de sistemas que permitam a partilha de dados e recursos.
Impacto no desenvolvimento nacional
A evolução de um sistema fragmentado para um modelo integrado tem implicações diretas na capacidade de retenção de talento e na atração de investimento estrangeiro. Ao fortalecer o ecossistema de inovação, Portugal poderá posicionar-se de forma mais robusta nas cadeias de valor globais da economia digital.
A transição proposta por Barros não foca apenas no aumento do volume de investimento financeiro, mas sim na qualidade da interação entre os intervenientes. A eficiência do sistema dependerá da capacidade de converter investigação de ponta em soluções económicas viáveis e sustentáveis.
