Estudo associa reações graves à vacina Qdenga e sugere aplicação em postos de saúde

Um estudo sobre 146 mil doses da vacina Qdenga revela casos de alergias graves, sugerindo que a imunização contra a dengue seja feita em centros de saúde.
Resultados da investigação clínica
Uma investigação científica que monitorizou a administração de mais de 146 mil doses da vacina Qdenga em crianças e adolescentes identificou um número de casos de reações alérgicas graves. Os dados recolhidos durante este acompanhamento clínico levam especialistas a recomendar que a aplicação do imunizante ocorra exclusivamente em postos de saúde ou unidades médicas dotadas de capacidade de resposta imediata.
A medida de precaução visa garantir que, caso ocorra um episódio de anafilaxia ou outra reação adversa severa, os profissionais de saúde possam intervir prontamente com o tratamento adequado. Atualmente, a distribuição e aplicação da vacina podem ocorrer em diferentes contextos, mas o novo estudo reforça a necessidade de um ambiente controlado para a monitorização pós-vacinação.
Posicionamento do fabricante
Perante os novos dados apresentados pela investigação, o fabricante da vacina Qdenga emitiu um comunicado reafirmando a segurança do produto. A empresa sustenta que o imunizante cumpre os padrões de segurança exigidos pelas autoridades reguladoras e que o perfil de segurança global permanece favorável para o combate à dengue.
A divergência entre as recomendações de cautela baseadas no estudo e a afirmação de segurança do fabricante sublinha a importância de um acompanhamento rigoroso após a administração. Os profissionais de saúde devem estar atentos a sinais de reação alérgica nas horas subsequentes à inoculação.
Contexto da vacinação contra a dengue
A vacina Qdenga tem sido uma ferramenta central nas estratégias de saúde pública para o controlo de surtos de dengue em diversas regiões. A monitorização contínua de efeitos secundtos é um processo padrão na farmacovigilância, mas o volume de casos de reações graves reportados neste estudo específico exige uma revisão dos protocolos de administração.
As principais recomendações para os sistemas de saúde incluem:
- Priorizar a aplicação em instalações com equipamento de emergência disponível;
- Reforçar a orientação aos pais e responsáveis sobre sinais de alerta;
- Garantir que o registo de qualquer reação adversa seja comunicado imediatamente às autoridades de saúde.


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/t/7/SsGNLESjGsTbNgRDDJqQ/design-sem-nome-2026-06-26t170649.779.jpg)

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/q/9/9R16wrTFAS31q4aQ3BRg/capas-belly-5-.png)
