Tarifas dos EUA: Alíquota efetiva para produtos brasileiros pode subir para 9,3%
O BTG Pactual prevê que a alíquota efetiva de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros suba para 9,3%, prevendo contudo um impacto limitado.
Análise do impacto tarifário
O banco de investimento BTG Pactual elaborou um estudo detalhado sobre as novas políticas comerciais dos Estados Unidos, que deverão alterar significativamente o custo de importação de mercadorias provenientes do Brasil. Segundo as projeções da instituição, a alíquota efetiva aplicada aos produtos brasileiros deverá atingir os 9,3%.
Este valor representa um aumento considerável quando comparado com os níveis registados anteriormente à implementação das novas medidas protecionistas. No entanto, a análise técnica do banco sugere que o impacto final no comércio bilateral poderá ser contido, não gerando uma disrupção massiva nas cadeias de suprimentos atuais.
Projeções e fundamentação económica
A estimativa de 9,3% baseia-se no cálculo do peso real das novas taxas sobre o volume total de exportações brasileiras para o mercado norte-americano. Embora o salto percentual seja relevante, o BTG identifica fatores que podem mitigar os efeitos negativos para os exportadores nacionais.
Entre os elementos que sustentam a visão de um impacto limitado, destacam-se:
- A diversificação de mercados por parte de setores estratégicos brasileiros;
- A natureza específica dos produtos afetados pelas novas tarifas;
- A resiliência da procura interna nos Estados Unidos por determinados bens brasileiros.
Cenário para o comércio bilateral
A política comercial dos Estados Unidos tem vindo a adotar uma postura mais assertiva em relação às importações, visando proteger a indústria doméstica. Para o Brasil, este cenário exige uma monitorização constante das decisões regulatórias de Washington para ajustar as estratégias de exportação.
Apesar da subida da carga tributária direta, o mercado aguarda para observar se haverá uma retaliação ou se as empresas brasileiras conseguirão absorver parte dos custos através de ganhos de eficiência produtiva. O foco das empresas exportadoras deverá incidir na manutenção da competitividade perante o aumento dos custos de entrada no mercado norte-americano.




